Grande abraço a todos e até a próxima postagem.
quarta-feira, 26 de março de 2008
Resumo da reunião Amizade - Brasil. 22/03/2008 Tupanatinga – PE
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domingo, 23 de março de 2008
História da Holanda
O nome Países Baixos vem de “As Províncias Unidas dos Países Baixos”, que foram fundadas no Século 16. Durante séculos o coração político e econômico estava situado nas duas províncias Holanda do Norte e Holanda do Sul; por esta razão o nome “Holanda” é usado com freqüência como sinônimo de Países Baixos. (O adjetivo inglês “Dutch”, que significa neerlandês, é relacionado à palavra de origem flamenga “Diets” que quer dizer “povo” ou “nação”).Do início da nossa era, as “terras baixas” foram sujeitas a soberanos estrangeiros: Romanos, Francos, Borgonheses e Espanhóis. No Século 16, Willem de Orange liderou uma revolta das Províncias Unidas contra seus governantes espanhóis. Depois da assim chamada “Guerra de 80 anos”, o país ganhou a independência formalmente em 1648.Com a Paz de Münster (a Paz de Münster, também chamada a "certidão de nascimento" do Reino dos Países Baixos) em 1648, a República das Sete Províncias dos Países Baixos, foi reconhecida como Estado independente. A República, consistia de sete províncias soberanas: Holanda, Zeelândia, Utrecht, Frísia, Groninga, Overijssel e Gueldres. A forma estatal da República seguia mantendo um elemento feudal com o governador, um cargo poderoso, que era ocupado pelos herdeiros de Willem de Orange.No Século 17, os Países Baixos eram a principal nação marítima do mundo. Esse “Século de Ouro” como é conhecido na história neerlandesa, não foi somente um período de grande prosperidade, mas também de grandes feitos artísticos e intelectuais, especialmente nos terrenos da pintura, filosofia, arquitetura e ciências naturais. Esta prosperidade foi em grande parte conquistada pela Companhia Unida das Índias Orientais (VOC), criada em 1602 para a navegação e o comércio ao longo da costa asiática e africana. Neste tempo os Países Baixos conquistaram colônias na Ásia (Indonésia), e na América do Sul (Suriname e Antilhas Neerlandesas). No século XVIII, os Países Baixos tiveram que ceder a sua posição de supremacia como país comerciante à Inglaterra, contra a qual foram travadas várias guerras.
A Revolução Francesa significou o final da República das Sete Províncias dos Países Baixos. Em 1795, a República foi ocupada pelas tropas francesas, convertendo-a em um estado vassalo: a República Batava. Quatro anos mais tarde, os Países Baixos foram anexados na sua totalidade à França.
Depois da derrota de Napoleão,surgiu uma luta entre monarquistas e republicanos da qual saíram vitoriosos os monarquistas. Willem Frederik, Príncipe de Orange-Nassau e filho do último governador, regressou da Inglaterra.Willem I foi proclamado rei. Isto marcou a introdução da monarquia hereditária. O Governo voltou a transferir-se para Haia; porém, Amsterdã se manteve como a capital oficial. Os Países Baixos também continuavam como Estado Unitário, já que não se voltou ao sistema das províncias autônomas.Em 1830, os Países Baixos do Sul se separaram e formaram o Estado da Bélgica. Em 1839, Willem I aceitou esta separação; no mesmo ano renunciou ao trono. Foi sucedido por Willem II, depois por seu filho Willem III, em 1890 terminou a sucessão ao trono em linha masculina. Como Wilhelmina ainda era criança para assumir a coroa, Emma assumiu até que Wilhelmina completasse 18 anos em 1898 e assumisse a monarquia, começou assim a regência feminina.
Durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), os Países Baixos se mantiveram neutros. Mesmo mantendo uma política de absoluta neutralidade até a Segunda Guerra Mundial, em maio de 1940 as tropas alemãs invadiram o país, iniciando-se assim uma ocupação de cinco anos. A rainha Wilhelmina se refugiou na Inglaterra, de onde continuou exercendo um papel importante como símbolo da resistência contra as tropas alemãs.Em 1948, depois de reinar por cinqüenta anos, abdicou em favor da sua filha Juliana. Em 1980, Juliana foi sucedida no trono pela sua filha mais velha, a atual rainha Beatrix.
Desde 1848, quando ocorreu uma drástica revisão da Constituição, os ministros não deviam mais responder ante ao Monarca, mas ante aos representantes eleitos do povo, o parlamento. Esta nova Constituição formou a base da atual monarquia constitucional com um sistema parlamentário.
No decorrer do Século 19, a revolução industrial levara a uma economia de rápida expansão que continuou no Século 20. No início, os principais setores eram comércio e navegação, indústria agrícola, carvão, química; mais tarde, a indústria eletrônica juntou-se a isso. Depois da Primeira e Segunda Guerra Mundial, o desenvolvimento econômico diversificou-se e se acelerou . Até a Segunda Guerra Mundial, os Países Baixos haviam sido uma grande potência colonial, porém, pouco depois do fim da guerra, as colônias rapidamente se tornaram independentes. Hoje, o Reino dos Países Baixos compõe-se de três territórios: os Países Baixos na Europa Ocidental, as Antilhas Neerlandesas e Aruba, no Caribe. O território dos Países Baixos situado na Europa tem uma área de 41.526 km2. Ao norte e oeste, faz fronteira com o Mar do Norte, ao leste com a Alemanha e ao sul com a Bélgica.
Em adição aos setores já mencionados, atividades em áreas como a construção civil, refinarias de petróleo e indústrias para o processamento de metais tiveram um forte crescimento. Os Países Baixos são Membro Fundador da Comunidade Européia (CE), da Organização para Cooperação Econômica e Desenvolvimento (OCED), das Nações Unidas, da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) e de várias outras organizações internacionais. Em 1948, o país estabeleceu, junto com a Bélgica e o Luxemburgo, a primeira união alfandegária do mundo: a Benelux, com circulação completamente livre de mão-de-obra, capital e serviços. O Tratado de Maastricht de 1991, referente a uma integração econômica e política mais intensa, transformando a CE na União Européia (UE), e o Tratado de Amsterdam de 1997, com vistas a uma ampliação da UE, foram projetados pelo Governo Neerlandês quando este mesmo exercia a presidência da UE que é alternada entre os seus países membro.
sábado, 22 de março de 2008
Holanda planeja mudar política de drogas
Rutger van Santen*
13-03-2008
A Holanda fará mudanças na sua política de drogas, até agora a mais liberal do mundo. Esta foi a conclusão do parlamento após tratar do assunto. Como era esperado, os famosos Coffee Shops, onde se pode comprar pequenas quantidades de drogas leves, não ficaram de fora da discussão.
O governo planeja proibir as chamadas growshops, lojas onde os clientes podem comprar sementes e outros artigos para cultivar maconha dentro de casa. O ministro da Justiça, Ernst Hirsch Ballin, disse, durante o debate parlamentar, que dentro de poucos meses haverá uma mudança nas leis que impossibilitará o cultivo caseiro da cannabis e vai impor duras sanções a quem não obedecer a legislação.
Endurecimento da lei
A maioria da Câmara deu seu apoio aos planos do ministro de endurecer a lei que regula o uso, cultivo e venda de drogas. O representante do partido majoritário no governo, a Democracia Cristã, sugeriu o fechamento dos Coffee Shops, onde qualquer pessoa pode comprar ou consumir uma pequena quantidade de drogas brandas. É provável que a maioria dos parlamentares também aprovem a medida.
Essa situação é resultado da combinação das atuais forças políticas no governo e se trata da aliança mais conservadora dos últimos anos. A coalizão governamental é composta por três partidos: a Democracia Cristã (CDA), os sociais democratas do PvdA e a União Cristã, um pequeno partido de filosofia cristã.
O partido que mudou sua posição de maneira mais notória foi o PvdA. Para surpresa da oposição progressista no parlamento, os sociais democratas aprovaram quase todas as medidas restritivas dos seus aliados de governo. Com a posição claramente conservadora dos liberais do VVD e da extrema direita do PPV, pela primeira vez em 30 anos a Holanda está prestes a mudar sua política sobre o tema.
A oposição de esquerda declarou que as mudanças anunciadas são um desastre. É verdade que a política de drogas holandesa recebeu muitas críticas em muitos países, argumenta a esquerda, mas se pode falar de sucesso. Por exemplo, há muitos anos a Holanda está entre os países com menos mortes relacionadas com as drogas.
Princípios políticos
De acordo com os especialistas, a boa colocação do país se deve em grande parte à transparência do sistema, à rigorosa divisão entre drogas brandas e pesadas e ao atendimento eficiente aos dependentes químicos.
O governo quer pôr um ponto final à política liberal de drogas por princípios políticos e porque se opõe às normas gerais da União Européia. Entretanto essas mudanças chegam, paradoxalmente, num momento em que muitos governos europeus começam a considerar a possibilidade de seguir o exemplo holandês por ser considerado vitorioso.
*tradução: Luiz Sammartano
Máscara de ouro é atração em feira de beleza da Holanda
Defesores da técnica afirmam que ela retarda o surgimento de rugas.

